domingo, 13 de março de 2011

Evoluir é progedir.

O acontecimento de ontem, a manifestação de 12 de Março, continua a repercutir-se na população. 

Hoje, sentada na esplanada de um café em São Pedro do Estoril, ouvia uma grupo de três mulheres e um homem que aparentavam ter entre 45 a 65 anos comentarem o dia de ontem. Eles não tinham aparência de estarem à rasca, muito bem vestidos e com uma mesa farta. Disseram uma coisa que me chamou a atenção:
“ Se não sabem falar, que não falem.” – disse uma das senhoras
“ É geração rasca e não à rasca.” – continuou a mesma senhora

O que importa se a geração é rasca ou está à rasca?
A questão aqui é como sair desta situação e seguirmos em frente.

Afinal, para prosseguir é preciso evoluir. O progresso está na evolução constante e sustentável.

O mundo e o ser humano estão em constante evolução e ficar preso a usos e costumes que não acompanham a velocidade do mundo e suas necessidades atuais, só mostram que ficar parado ou utilizar de antigas técnicas de abuso e exploração das necessidades do próximo estão totalmente fora do contexto do mundo de hoje e do mundo de amanhã.

É preciso se unir, trabalhar, sair de sua zona de conforto. 
É preciso se desprender de seus bens materiais e de tudo que está em excesso.

Desprenda-se de seus medos!

É preciso abrir os olhos e arregaçar as mangas. 
É momento de parar de fingir que está tudo bem e parar de fingir que é assim que é. Não é assim que é!

Se uns ajudarem os outros, tudo fica mais fácil. Se os que possuem dinheiro pararem de especular e de serem gananciosos, a coisa gira. Muitas casas estão para arrendar ou para venda. Quem hoje pode pagar rendas de mais de €600,00? Dentro de Lisboa é muito difícil encontrar casas habitáveis por menos desse valor. Se seus donos fossem menos gananciosos e facilitassem, talvez metade dessas casas estivessem a render. 
Meu senhorio, depois de muitos anos, reduziu o valor da renda. Ele foi pobre e hoje, mesmo sendo dono de alguns negócios e empreendimentos, foi sensato e preferiu arrendar seu imóvel por um pouco menos, do que ficar mais tempo com o imóvel fechado e vazio. Ele é uma exceção e um bom exemplo de cidadão que facilita a evolução de seu país.

Outro dia deixei com o entregador de gás uma gorjeta de €3,00. Acharam isso um absurdo. Quem é que hoje deixa €3,00 só porque a pessoa cumpriu com a tarefa esperada? 
Quem é que deixa gorjetas hoje em dia?

Sejamos generosos, sejamos menos mesquinhos, ajudemos uns aos outros.
São pequenas atitudes que transformam o seu mundo. 
Isso pode não ultrapassar todos os obstáculos que o país e a geração rasca ou à rasca precisa enfrentar; mas com certeza, o mundo muda, e para melhor!

E mudar vale a pena. Sempre vale a pena.






Um comentário:

  1. Quem roubou o meu queijo!? Por amor de Deus não fiquem à espera de que alguém resolva os vossos problemas. Não vai ser o governo nem os empresários que só pensam em lucro a resolver o que quer que seja. O mundo muda e ou nos adaptamos ou colapsamos. Não sonhem com um pópó, um emprego e uma casinha. Unam-se, criem comunidades, partilhem recursos, boicotem bancos e grandes empresas, ajudem a mercearia da esquina e promovam uma economia de próximidade pois a nação somos nós e se mudarmos o mundo muda.

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