quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pedras no Caminho - Fernando Pessoa

Deve ser feito isso, deveriam ter feito aquilo. A coisa vai ficar pior. Por que não foi feito antes? Por que está assim? Quando foi que chegamos nesse ponto?

Dificuldades. Restrições. Reduzir.

É o que passa na cabeça de todos os portugueses agora.
Mas não só dos portugueses. É momento de mudança profunda em todo o mundo.

O que é certo nisso tudo é a chance de aprendemos com nossos próprios erros, com os passos que demos, muitas vezes, maiores que nossas pernas. 
Quem aprendeu com erros anteriores, não sofre. Quem ainda não aprendeu, aproveite essa oportunidade.
Toda mudança gera caos, gera desconforto. 
Mas depois vem a bonança para aqueles que tem a simples capacidade de aprender.

Por isso, fica aqui nosso querido Fernando Pessoa e alguns trechos que vem de encontro ao que todos vivemos... aqui... lá... em qualquer lugar.

Pedras no Caminho*

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
Mas não esqueço de que minha vida
É a maior empresa do mundo…
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
Se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
Um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “Não”!!!
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta…

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…



O texto acima, referenciado como Fernando Pessoa, não pertence ao conceituado poeta português. Graças ao nosso amigo, Hugo Nofx autor do A convicção da Dúvida (que eu adoro acompanhar), ficamos cientes do que aconteceu. Ninguém sabe ao certo quem escreveu esse texto e como ele se espalhou com tanta rapidez. Só sabemos que ele continua a ser divulgado como obra de Fernando Pessoa. O link que Hugo, nosso amigo e salvador dos ingénuos ignorantes (como eu), explica mais sobre esse poema viral. http://provedorpublico.blogspot.com/2007/05/fernando-pessoa.html

Sendo do Pessoa ou não, eu ainda acho o texto inspirador. E se um dia encontrar quem criou essa compilação de textos, fica os meus parabéns, pois ele sempre me motiva. E meu puxão de orelha, por utilizar o nome de outro poeta sem sua permissão. 
(quarta-feira, 13 de Abril de 2011)


4 comentários:

  1. Olá Green Bee! Eu estou cansado do trabalho e não me vou alongar. Só lhe quero dizer que este texto não é do Pessoa. É incrível, mas se você fizer uma pesquisa no Google, vai encontrar este texto em imensos sítios, como se fosse do maior poeta do mundo e arredores, mas não é!!! No último blog onde fiz esta correcção, a autora retirou o texto, mas não me agradeceu pela informação. E eu tinha escrito um comentário muito mais cuidado que este... Mas não se preocupe, como você vai ler, a simpática Laurinda Alves também caiu na esparrela...
    Beijinhos, e leia Pessoa, mas o verdadeiro.
    Você escreve bem, por isso merece ler o maior poeta do mundo e arredores, e não estas bodegas!...(não se zangue comigo. Ok?).

    A morada para tirar as dúvidas:

    http://provedorpublico.blogspot.com/2007/05/fernando-pessoa.html

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  2. Olá Hugo!
    Ao contrário da autora referida, eu agradeço imenso por sua "intervenção".
    Obrigada por não permitir que eu continuasse a cometer o mesmo erro que tantas outras pessoas cometem ao retransmitir esse texto.
    Coloco um adendo ao artigo sobre isso.
    (E nunca ficaria zangada com alguém que me ajuda a ser uma melhor pessoa).
    Obrigada de coração.
    Debora Midori (Greenbee)

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  3. Costumam dizer que uma mentira dita muitas vezes transforma-se numa verdade. Parece ser o que sucedeu com este poema que vem em todo o lado referenciado como sendo de Fernando Pessoa e que afinal parece ser de Augusto Cury na sua obra "Dez leis para ser feliz" da Editora Sextante, editado em 2003. Também a frase “Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…” foi adicionado posteriormente por um cibernauta Nemo Nox. Será assim mesmo?

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  4. Olá Debora! Não foi a simpática Laurinda Alves, com quem eu simpatizo muito (apesar de ela ter caído na esparrela), que não me agradeceu. Foi uma menina lá do norte, que tem um blog e publicou o texto, como você o fez, crente que fosse do maior poeta do Mundo e arredores. A Laurinda é uma querida e pediu prontamente desculpa aos leitores do "Público" pelo seu equívoco.
    Débora, gosto muito mais da palavra "ingénuo" do que "ignorante". Eu queria tanto que o Mundo fosse mais ingénuo! Acredita que é uma das qualidades que eu mais aprecio. O Mundo seria muito melhor, e o Pessoa seria ainda mais conhecido.
    Obrigado pelas palavras amigas, eu gosto muito do teu blogue!
    beijinhos.

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