segunda-feira, 30 de maio de 2011

Coisas que nunca deverão mudar em Portugal.

No fim do ano passado, o Expresso publicou em seu blog Um Bife Mal Passado um artigo muito inspirador escrito pelo, até então Embaixador do Reino Unido em Portugal, Alexander Ellis.
O Embaixador, hoje, já retornou à sua terra e o blog já está encerrado. Mas a mensagem continua a circular, como por exemplo, na página do Por um Portugal Melhor ou no Vilarandelo.

Concordo com todos os pontos citados e deixo-vos no início dessa semana, com as coisas que nunca deverão mudar em Portugal
Com a palavra: Alexander Ellis.

1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.  
 
2. O lugar central da comida na vida diária.  O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família. 
 
3. A variedade da paisagem.  Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies  do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior. 
 
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX. 
 
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente. 
 
6. A inocência.   É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência. 
 
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista. 
 
8.  As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa. 
 
9.  A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado,  e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.       
    
10.  Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.




Um comentário:

  1. País mais conhecido por "jardim à beira-mar plantado" até quando?o texto define um pouco o que é ser português,talvez ingénuo,pouco amadurecido,muito rural,em contrasenso com países europeus mais desenvolvidos ,que outros vêem o que os naturais por vezes não querem ver ,mas haja esperança na nova geração !
    Talvez mudem... mas só um pouco ,para que a perfeição não atinja esse estatuto e possamos continuar a receber de braços abertos todas as Nações do mundo com tudo de bom que nos vai restando e que tentamos proteger!

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