quinta-feira, 23 de junho de 2011

Menos Imigrantes em Portugal

O vídeo abaixo foi feito pela RTP em 2009. É um retrato da relevância do imigrante para o país, com muito humor e ainda actual, na visão de um suposto último imigrante no ano de 2012. 
Será que esse retrato pode se tornar realidade?





Menos Imigrantes em Portugal e nos Países da OCDE

No sentido de promover um melhor conhecimento sobre tendências migratórias internacionais e as experiências de outros países de acolhimento, o ACIDI promoveu na Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, em Dezembro, a apresentação do relatório OCDE International Migration Outlook (SOPEMI 2010).
Este relatório analisa os desenvolvimentos recentes de movimentos migratórios e das políticas em matéria de imigração dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). É dado um especial destaque ao impacto da crise económica nos resultados do mercado de trabalho dos imigrantes, bem como as medidas facilitadoras da sua integração, passando pelas principais alterações nas políticas de imigração, a legislação que regula a entrada e permanência de imigrantes e o acesso ao mercado de trabalho.

Número de Imigrantes Desce em Portugal

O número de imigrantes permanentes nos países da OCDE baixou em 2008 pela primeira vez em cinco anos, sustando-se nos 4,4 milhões, revela o relatório, que atribui a retracção dos fluxos migratórios à crise económica. Da mesma forma, o número de imigrantes registados em Portugal desceu ligeiramente de 2007 para 2008, estando nos 443 mil, contra os anteriores 446 mil. Segundo esta análise, em 2008 chegaram 32.300 imigrantes a Portugal.

Os números da OCDE indicam que 5.300 romenos chegaram a Portugal em 2008, número oito vezes superior ao registado nos três anos anteriores. A seguir aos romenos, registaram-se, em 2008, um total de 3.500 entradas de cabo-verdianos, 3.500 brasileiros e 2.700 cidadãos do Reino Unido. Do total de imigrantes em Portugal, os brasileiros costumam destacar-se, como 24 por cento da população imigrantes, seguidos dos cabo-verdianos (14,7 por cento) e dos ucraniano (11,8 por cento).

O número de vistos de permanência atribuídos a cidadãos fora da União Europeia desceu de 21.082 em 2007 para 17.548 em 2008, tendo sido sobretudo atribuídos a brasileiros (20 por cento), cabo-verdianos (20 por cento), moldavos (12 por cento) e, em números crescente, chineses (4,1 por cento).
O número de estrangeiros que adquiriram nacionalidade portuguesa mais do que triplicou em 2008 – de 6.020 registados em 2007 para 22.408, em 2008, 27 por cento dos quais cabo-verdianos, 18 por cento brasileiros e 10 por cento moldavos. A OCDE atribui esta subida à nova lei de nacionalidade que entrou em vigor no fim de 2006.

No que toca à força laboral, em 2008 a OCDE contou em 497.500 trabalhadores em Portugal nascidos fora do país, equivalente a 9,4 por cento da força laboral total. Depois do desemprego entre estrangeiros ter descido 10 por cento de 2006 para 2007, em 2008 registou-se um aumento de 24 por cento em relação ao ano anterior.

Dados transcritos da revista B-i Acidi, nº 88, pág.21, obtida no CNAI Lisboa.


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