segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Caracóis. O petisco das tardes de verão.

No auge do verão, toda a gente aproveita para desfrutar os longos dias em uma agradável esplanada. De preferência, acompanhado por uma cerveja fresquinha e um prato de caracóis. Caracóis?!

Sim, senhor! Muito popular na gastronomia lusa, é comum degustá-lo na cozinha do Sul: em Lisboa, Vale do Tejo, Alentejo e Algarve. Na tasca mais simples ao restaurante mais requintado, os caracóis estão presentes e seus fãs também.

Apesar do consumo em grande escala, ainda há poucos produtores em Portugal, o que faz que o seu pratinho de caracol seja geralmente oriundo do Marrocos, da Hungria e da Turquia. Já a Itália e a França produzem há mais de três décadas. Sem contar que existem registos que o caracol é consumido pelo ser humano desde a época do Paleolítico.

Sua carne magra, de fácil digestão, rica em proteínas, cálcio, ferro e sais minerais, é recomendado para grávidas e mulheres que estão amamentando. Ele também é usado na cosmética, por sua baba ajudar a regenerar a pele humana. Quem nunca ouviu falar no creme de baba de caracol? Existe até caviar de caracol!

Para ser sincera, até hoje tive medo de colocá-los na boca. Engolir então, nem se fala.
Agora, depois de saber que o processo de preparo consiste em deixar os bichinhos dez dias em jejum e que eles são lavados quase a exaustão, para ficarem realmente limpinhos, todos os benefícios que o caracol possui para nossa saúde já deixa-me curiosa em relação a essa iguaria.
Quem sabe, se alguém indicar-me um bom lugar para petiscar, com uma cervejinha bem fresca ou um vinho de qualidade para torná-lo mais gourmet, talvez eu crie coragem?



 * Curiosa para entender de onde vem esse costume, fui procurar mais informações e encontrei um artigo de Joana Ramos Simões, publicado no Fugas de 02.06.08. Todas as informações aqui presentes são provenientes de seu artigo, que está disponível neste link. Obrigada a Joana pelo excelente artigo.

7 comentários:

  1. Debora espero que tenhas provado e gostado dos caracóis. Peal informação que tenho dos meus familiares do Brasil este delicioso animal é renegado pelos brasileiros e adorado pela comunidade portuguesa. beijos

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  2. Gostei do seu blog: Descobri-o através do blog Negócios de Caracóis que eu sigo. Não sou muito fã de caracóis mas gosto do convíviuo e das minis que compartilhamos com os amigos, felicidades.

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  3. É uma pena que Portugal com tanto potêncial não aproveite os recursos que têm: Somos dependentes do fabrico e de produtos simples que podiam ser desenvolvidos aqui na nossa terrinha, mas passamos a vida a alimentar os estrangeiros. Alguma coisa está errada conosco, ou não queremos trabalhar ou queremos ganhar tudo de uma vez.
    É uma vergonha importar caracóis de países como Marrocos, que têm menos condições naturais de produção deste petisco.
    O caracol português até é mais saboroso.

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  4. Olá: A verdade é que a maioria das tascas não perdem mais que um dia de limpeza com os caracóis e em certas zonas passam por 3 águas e dão uma fervura para retirar o grosso da espuma, dão um descanso e passam por uma nova água e com uns caldos de galinha fazem milagres. Isso é que é despachar!!!
    bom ainda bem que existem pessoas que tratam deste petisco como deve ser.

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  5. e eis que descubro uma foto minha de há 6 anos roubada por si ! Muito obrigada por nem me ter pedido permissão e por a ter gravado do flickr directamente para o seu pc ! Ass: Ana Pais

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  6. Olá Ana Pais,
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  7. Na realidade o caracol (pequeno) só tem textura (uma borrachinha suave) e um travo que vai do "nada" (caracóis de cultura) ao amargo (apanhados em mato ou árvores de zonas sem água por perto - os mais agradáveis são os apanhados à beira de linhas de água) de resto, não sabe a nada... o sabor a ele associado é apenas o do caldo da cozedura, água, azeite, alho e folhas de orégãos e "pouco mais"... ;)

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