quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Bye, bye, Portugal! Impressão minha ou fato consumado?

Impressão minha ou fato consumado, de todos os lados aparecem matérias, artigos, colunas e o que mais puder ser, a incentivar o português a sair de seu país e tomar novos rumos.

Na televisão é a SIC que mostra casos de portugueses emigrantes bem sucedidos em Suíça e Angola. Na banca, é a revista Sábado com uma matéria de capa de portugueses felizes e contentes no Brasil. E no jornal Expresso, um artigo sobre o retorno dos imigrantes aos seus países de origem.

Não sei se os medias combinaram ou se foi apenas coincidência, mas impressão minha ou fato consumado, a verdade é que aqui em Portugal é vendido uma imagem de sucesso no exterior e nenhuma palavra de motivação ou de esperança sobre um futuro melhor é transmitida ao povo. A única coisa que se ouve é que o país está mal e que vai piorar. Os impostos vão subir, os salários e os auxílios desemprego vão baixar e a vida será difícil, muito difícil.

A esperança? É sair do país.

Pelo menos é o que se ouve nas ruas, cafés, restaurantes e reunião de amigos.
Eu que cresci no país do futuro, onde o futuro é agora e quem faz o futuro somos nós, observo essa estagnação, não apenas económica/financeira, mas essa estagnação no sentimento de acreditar num futuro possível, que pode não ser tão negro, apenas um pouco menos brilhante do que os gloriosos dias de poucos anos atrás.

Dificuldades? Teremos aqui em Portugal, em Angola ou no Brasil. Elas só mudam de status. Aqui temos dificuldades financeiras. Lá podemos ter dificuldades com a falta de segurança ou com o elevado custo de vida. Não sonhemos, nem deixemos ser iludidos.

Para superar as adversidades, é preciso ter paciência, perseverança, força de vontade, mas acima de tudo, é preciso ACREDITAR!

Acreditar que é possível superar tudo isso, cientes que mais medidas austeras serão tomadas e que teremos que adaptar nosso dia-a-dia a novas limitações, mas fazer tudo isso fortes na esperança que o país vai sobreviver a tudo isso. Nós todos vamos sobreviver a tudo isso.
Quem é de fora vai embora, quem é de dentro quer sair. E aos que ficam? O que restará?
É preciso acreditar.

Abaixo, um artigo de Clara Ferreira Alves, do jornal Expresso, sobre o retorno dos imigrantes brasileiros.


6 comentários:

  1. Eu quero acreditar no meu país. Até porque não me sinto bem lá fora

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  2. Olá,

    Adorei seu post concordo plenamente vai ser mais difícil viver assim. Parabéns pelo layout do blog ficou muito bom.

    Abraços,
    Verônica

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  3. É Dé tem que ACREDITAR que as coisas irão melhorar, afinal em todo o canto do MUNDO há dificuldades...e temos que nos agarrar no velho e bom termo: Sou brasileiro e não desisto nunca...seja ai em Portugal, aqui no Brasil ou em qualquer lugar do mundo. bjos =-)

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  4. Sim...seria bom que as televisões virassem um pouco o disco ou pelo menos fizessem um pouco de silêncio! O problema é que descobriram que a 'desgraça' vende e garante audiência. Mas não há mais paciência!!! As coisas estão complicadas, mas o que é vomitado pelos televisores não corresponderá a que todos nós pensamos ou fazemos. Alguma solução haverá, sempre houve e não é desta que deixa de haver. Depois há o lirismo da situação que é apetecível. Até à próxima!

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  5. Ah...lembrei-me...
    “Nascer pequeno, e morrer grande, é chegar a ser homem. Por isso nos deu Deus tão pouca terra para o nascimento, e tantas terras para a sepultura. Para nascer, pouca terra: para morrer, toda a terra: para nascer, Portugal: para morrer, o mundo.” - Padre António Vieira.

    Isto poderá ser um traço de identidade, ou algo que se pareça... na verdade a história testemunha que em tempos de grande necessidade o povo português nunca temeu sair em busca de alternativas, o que não é necessariamente mau. A sair da Idade Média, entre a peste e a fome, a alternativa a guerrear ou integrar-se com Espanha - o que não traria nada de muito vantajoso - foi sair em busca de novos mundos. E assim se inventou a globalização. O problema é que agora AINDA não achamos que seja um problema sem saída.

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  6. A relva do vizinho é mais verde que a minha? Portugal tem oito séculos de história e esta para durar. Pensamento positivo pois o sonho comanda a vida. :-D

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