terça-feira, 1 de novembro de 2011

Solução dos problemas? Não é preciso, basta enviá-los para outros países. Governo incentiva jovens a emigrar.


Muda o mês, mas as coisas aqui em Portugal não parecem mudar muito.

A situação económica continua difícil, os apertos e a austeridade permanecem e os incentivos do governo para o povo seguir seu rumo fora do país seguem cada vez mais fortes. 
Ontem foi o secretário de Estado da Juventude e do Desporto que demonstrou seu ponto de vista a uma plateia de representantes da comunidade portuguesa lá na minha cidade natal, São Paulo.

<< O jovem desempregado em vez de ficar na "zona de conforto" deve emigrar, disse o secretário de Estado da Juventude e do Desporto. >>

Essa é a realidade do jovem português (e todos os não tão jovens assim). A “zona de conforto” citada é um Portugal sem perspectivas de crescimento e muito menos oportunidades. A solução? Encontrar no estrangeiro um espaço para se desenvolver e crescer.

O Senhor secretário só esqueceu de mencionar que a crise que condiciona Portugal a esse momento de austeridade é GLOBAL e que todos nós, portugueses ou não, estamos a lutar por um espaço no mundo. Não importa em que país, afinal, com a globalização, a crise está em todos os lugares.

Acredito que toda experiência fora de sua "zona de conforto" é muito válida. Afinal, eu saí da minha zona de conforto no Brasil. E sou muito feliz por isso. Mas acredito que isso tenha que ser feito com coragem e vontade de vencer, não só por causa da crise, mas por um desejo maior de superação e conhecimento pessoal. Em qualquer lugar do mundo existem dificuldades e o mundo "lá fora" não é um mar de rosas.

Fica aqui a dica para quem pensa viver em Portugal nos dias de hoje e o link da notícia publicada no Sapo.
Yes babies! Time to pack and move on.


2 comentários:

  1. Como dizes e bem em todo o lado existem dificuldades e ingénuamente muitos pensam que a relva do vizinho é mais verde que a sua.

    Seja por cá ou em qualquer canto do mundo sem uma atitutde pró-activa ninguém chegará a lado algum.

    O sonho deve comandar a vida pois como diz o poeta quando um homem sonha o mundo pula e avança.

    A todos... BONS SONHOS :-)

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  2. Olá.
    Há já algum tempo que acompanho este seu blog e agradeço muito a sua visão sobre Lisboa e Portugal: ainda para mais quando pretende promover positivamente o meu país. É por isso que, mais uma vez, sinto-me na obrigação de contribuir com a minha opinião de modo a dar uma nova perspectivas ao assunto.
    Obviamente não concordo com uma política de êxodo oficial, com o patrocínio do governo: isso é terrível e só mostra como a ideologia política levada a extremos pode ser ruinosa.
    Por outro lado, depois do choque inicial e reflectindo sobre o que li, nunca poderei concordar com um atitude recriminatória para com quem, neste contexto, decide abandonar o país por motivos profissionais.
    O mundo está globalizado, logo em teoria todos nós somos cidadão do mundo: porquê nos restringirmos a um rectângulo de território?!
    Esta é a crise económica mais grave das últimas décadas e a geração que agora emigra nunca viveu em condições de precariedade: há sempre uma primeira vez?
    Ao contrário do Brasil que tem mais de 190 milhões de habitantes e está em acentuado desenvolvimento, Portugal tem apenas 10,5 milhões numa economia recessiva. Okay...se todos emigrarmos nunca saímos desta, mas também se todos ficarmos aqui a bater com a cabeça na parede...não podemos contar com o nosso mercado interno, e ficando ou não, os nossos mercados estão onde está o dinheiro.
    Finalmente, olhando para a história da Europa, é evidente que em períodos de crise a emigração sempre foi a alternativa: era ficar a morrer à fome ou partir em busca de alternativas - e assim se estabeleceu sempre a relação com o continente americano (tanto norte como sul).
    E não são só os portugueses a ir, também o fazem espanhóis, italianos, mas também alemães e franceses. Às vezes a única pátria é mesmo a nossa língua.

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